sexta-feira, 9 outubro, 2009 - 20:24
SAFRAS (09) - A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil, CNA, senadora Kátia Abreu, divulgou nota assinada nessa sexta-feira
(09), em que questiona sobre "Quem pagará pelos prejuízos causados pelo MST?",
numa referência à Fazenda da Cutrale, em São Paulo, invadida pelo Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), dia 28 de setembro e que resultou na
destruição de parte do laranjal e de equipamentos e produtos da propriedade.
Na nota, a CNA diz que "não é possível que nada aconteça depois de tudo
que vimos" e que "Não pode ser normal o uso do dinheiro de impostos para
financiar atos criminosos e jornadas de terror". Abaixo, a íntegra da nota
divulgada pela CNA.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, vem a público
solicitar que as autoridades responsáveis pelos poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário adotem medidas imediatas para garantir que, além das punições
previstas nas leis do país, os invasores do MST, Movimento dos Sem Terra, sejam
civilmente responsabilizados e condenados a ressarcir os danos causados, de
forma premeditada e criminosa, à Fazenda da Cutrale, em São Paulo. A este
respeito, a CNA pede a atenção e a reflexão da sociedade brasileira para os
seguintes pontos:
1) as imagens da televisão mostrando a invasão e a destruição da Fazenda
comprovam que o banditismo do MST passou do ponto de retorno. Não é de agora que
isso acontece. Contando com a certeza da impunidade, eles são responsáveis por
inúmeros atos criminosos: invadem propriedades, queimam máquinas, interditam
estradas, entre outras ilegalidades. E não respondem pelos crimes que cometem;
2) as leves críticas que o MST recebe das principais autoridades do governo
federal representam, de fato, um atestado de impunidade. Com isto, a devastadora
jornada de crimes e de terror dos invasores que comandam o MST caracteriza
afronta os valores do Estado de Direito;
3) o MST não pode contar com recursos dos impostos pagos pelo povo brasileiro
para a destruição criminosa de lavouras, máquinas e equipamentos agrícolas, como
o Brasil viu pela televisão. Tais ações não passam de crimes que não têm
rigorosamente nada a ver com a reforma agrária.
4) a Fazenda da Cutrale foi depredada depois de a Justiça haver determinado sua
reintegração de posse. A violência e os prejuízos econômicos causados ali pelo
MST atingiram aos proprietários e a todos os funcionários da empresa. Oito das
nove casas dos empregados foram arrombadas e saqueadas;
A CNA reitera que é preciso estabelecer quem será responsabilizado pelos
crimes e prejuízos causados pelos foras da lei do MST. Não é possível que nada
aconteça depois de tudo que vimos. Não pode ser normal o uso do dinheiro de
impostos para financiar atos criminosos e jornadas de terror. É muita injustiça
obrigar o povo brasileiro, que tem a cultura dos direitos e deveres, a pagar
pelos crimes em série, a violência e as ilegalidades do MST.
Brasília, 09 de outubro de 2009
SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente
(VA)
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