quinta-feira, 2 julho, 2009 - 17:37
SAFRAS (02) - O fraco desempenho das bolsas internacionais foi o principal
motivador da retração dos índices acionários brasileiros nesta quinta-feira. O
mercado global reagiu negativamente à divulgação de indicadores sobre o
desemprego na Europa e nos Estados Unidos. O Ibovespa fechou com desvalorização
de 1,01%, atingindo 51.024 pontos. A movimentação financeira envolveu R$ 4,080
bilhões. No agronegócio, o índice Canal Rural (ICR) teve alta de 1,13%, aos
79,99 pontos.
O ICR tem valorização de 3,97% nos últimos sete dias e de 2,69% em julho.
Já o Ibovespa apresenta alta de 2,43% em sete dias e queda de 0,86% no mês. Na
composição do índice ICR, destaque para a alta de 5,47% nos papéis do
frigorífico Marfrig, de 2,19% para o grupo Cosan, de 1,86% nas ações da Sadia e
de 1,16% para a Perdigão. Pelo lado negativo, as ações do grupo São Martinho
caíram 4,76% e os papéis da Laep tiveram baixa de 3,51%.
Números de desemprego abalam mercados internacionais
Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, a taxa de desemprego
teve uma pequena alta, para 9,5% em junho, ante 9,4% no mês anterior. No mês
passado foram eliminados 467 mil postos de trabalho na economia norte-americana
(sem contar os empregos na área rural), ante 322 mil em maio (número revisado).
As estimativas dos analistas apontavam a eliminação de 367 mil vagas, ante
número não-revisado de 345 mil no mês anterior. O total de desempregados foi
estimado em 14,729 milhões. A População Economicamente Ativa (PEA) dos Estados
Unidos é estimada em 154,926 milhões de pessoas.
O dia já começou "fraco" na Europa por conta dos números de desemprego na
Zona do Euro: de 9,3% em abril para 9,5% em maio, segundo a Eurostat, a maior
taxa desde maio de 1999. Estima-se que o número de desempregados na Zona do Euro
tenha alcançado 15,013 milhões de pessoas em maio, um aumento de 273 mil em
relação a abril. Na comparação com maio de 2008, o número de desempregados
aumentou em 3,4 milhões de pessoas.
No Brasil, conforme o IBGE, em maio deste ano, a produção industrial
cresceu 1,3% frente ao mês anterior, já descontadas as influências sazonais. Foi
o quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação, o que levou a uma
expansão de 7,8% nesses cinco primeiros meses de 2009. Em relação a maio de
2008, houve recuo de 11,3%, mantendo uma sequência de sete meses de taxas
negativas nesse confronto.
No acumulado no ano, em relação a 2008, a atividade industrial reduziu o
ritmo de queda, de -14,6% em abril para -13,9% em maio. O acumulado nos últimos
12 meses (-5,1%) ficou 1,2 ponto percentual abaixo do resultado de abril (-3,9%)
e atingiu sua marca mais baixa desde o início da série histórica (em 1991).
(DP)
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