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Salto Clássico
Regida pela Federação Equestre Internacional (FEI) a modalidade consiste basicamente numa prova em que o conjunto, cavalo e cavaleiro, cobre um percurso entre 8 a 12 obstáculos diferentes e de variados graus de dificuldade, que vai de 0,80 metros (provas da categoria Fundamental em Escolas de Equitação no Brasil) até 1,60 metros (Grandes Prêmios, Jogos Olímpicos e Mundiais) em picadeiros de areia ou grama a céu aberto ou picadeiros cobertos.
O objetivo do salto é o conjunto completar o percurso dentro do menor tempo, ou o mais próximo do tempo ideal e com o percurso sem penalidades. Estas podem ser: derrubar um obstáculo, uma desobediência do cavalo, um erro de percurso, uma queda do cavaleiro e/ou do cavalo e ultrapassar os limites permitidos de tempo de percurso.
O animal precisa ter uma musculatura desenvolvida e forte, ser flexível, corajoso e confiante para transpor obstáculos de até 1,60 m de altura por 1,00 m de largura. O cavaleiro e o animal precisam estar em sintonia, fazendo com que o conjunto seja harmonioso e técnico, para que este vença os obstáculos com agilidade e velocidade dentro do tempo estabelecido da prova e sem faltas.
O cavaleiro procura não interferir no equilíbrio natural do animal durante a trajetória de cada salto, sendo que utiliza técnicas de equitação como posição na sela, o comprimento dos estribos mais curtos, o corpo levemente inclinado para a frente e seguindo, durante a trajetória do salto, a mesma direção do corpo do cavalo liberando seu lombo.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Adestramento Olímpico
Segmento mais clássico das Modalidades Equestres, o Adestramento ou Dressage, como é conhecido internacionalmente tem seus princípios básicos como os pilares da Equitação Acadêmica e adotados por todas as demais disciplinas.
O objetivo da modalidade é o competidor executar, de memória, movimentos perfeitamente definidos pelo Regulamento de Adestramento, numa sequência pré-estabelecida (reprise), nas três andaduras naturais (passo, trote e galope). Durante toda a apresentação, estes devem passar aos espectadores e aos juízes a imagem de um cavalo confiante, atento e impulsionado, demonstrando um perfeito entendimento com o seu cavaleiro.
O adestramento busca o desenvolvimento do cavalo como um todo, portanto, musculatura, impulsão e equilíbrio mental para que o animal realize os movimentos da reprise de maneira descontraída, porém calmo, elástico e flexível.
As provas são disputadas nos diversos níveis de dificuldades e de categorias, agrupadas em faixas etárias. Podem ser realizadas a céu aberto ou em pistas fechadas, em um cercado de 20mx60m, em piso de areia.
A alta qualidade da apresentação é constatada pela franqueza e regularidade das andaduras, pela leveza, facilidade dos movimentos, ou seja, harmonia do conjunto, como se o cavalo realizasse os movimentos por sua própria vontade respondendo de forma imediata e, até intuitiva, às solicitações do cavaleiro.
A prova é avaliada por três ou cinco juízes, sendo que estes julgam os movimentos dos conjuntos, atribuindo graus de 0 a 10, sendo vencedor, aquele que obtiver o maior percentual, resultante do somatório de todos os graus atribuídos pelos juízes.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI –Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Adestramento Paraequestre
A equitação terapêutica tem seus benefícios conhecidos desde 460 a.C. e sua prática adotada nos países europeus ao longo da história. A partir da década de 1970, no entanto, esta forma de reabilitação física e social de pessoas com alguma deficiência ganhou também o status de competição por iniciativa de países como Escandinávia e Grã Bretanha. Nascia o Adestramento Paraequestre.
O adestramento paraequestre é uma disciplina do Hipismo do Programa Paraolímpico e da FEI, sendo praticada por pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNE). Os objetivos dessa modalidade são os mesmos do adestramento clássico, sendo que os competidores, portadores de necessidades especiais, realizam as reprises de memória, com diferentes graus de dificuldades passando pela avaliação dos juízes.
Vários países do Continente Europeu e a América do Norte adotaram a modalidade que em 1984 foi apresentada na Paraolimpíada de Nova York. No entanto, o número insuficiente de participantes acabou tirando o esporte das Paraolimpíadas de 1988, 1992 e 1996; entretanto passou a marcar presença definitivamente na programação dos jogos em 2000, em Sidney, Austrália. Hoje, a modalidade marca presença em 40 países e é praticado por atletas com diferentes tipos de deficiência. No Brasil, o conceito esportivo, no entanto, só se concretizou a partir de 2000, tendo como pioneira a fisioterapeuta Gabriele B. Walter, o Centro Equestre do Torto, na Granja do Torto, em Brasília (DF), onde nasceu a ANDE-Brasil – Associação Nacional de Equoterapia e a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) que passou a regulamentar o esporte a partir de 2002.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Concurso Completo de Equitação
O Concurso Completo de Equitação (CCE) é uma modalidade olímpica também conhecida como o “triatlon” equestre. A competição é dividida em três provas – Adestramento, Cross-country e Salto - que são realizadas em dias consecutivos.
O esporte é uma importante demonstração da capacidade do conjunto de competir em três diferentes disciplinas distintas entre si, em um curto espaço de tempo, o que exige preparo técnico e físico. A competição mostra a elegância e a harmonia do adestramento; a coragem e o preparo físico do conjunto no Cross–Country e a flexibilidade e precisão do salto.
O Adestramento é a primeira prova a ser cumprida nas mesmas normas do adestramento clássico. O conjunto precisa efetuar as reprises de diferentes graus de dificuldade mostrando entrosamento e equilíbrio a ser avaliado pelos juízes.
No segundo dia acontece o Cross-country, onde o conjunto cobre um percurso de aproximadamente 35 obstáculos rústicos e naturais, de alto grau de dificuldade em campo aberto. Animal e cavaleiro são testados pela diversidade de obstáculos que compõem a prova, sendo que o conjunto vai transpor obstáculos com água, negativas, troncos de árvores, entre outras dificuldades, tendo que completar a prova dentro da faixa de tempo estabelecida pela organização.
A terceira e última prova do CCE é o Salto. O conjunto precisa transpor obstáculos de diferentes alturas e larguras mostrando controle e precisão. O objetivo da prova é mostrar que depois da exigente prova de Cross-country o animal continua com energia, resistência e obediente ao comando do cavaleiro. Ganha a prova o conjunto que tiver a melhor pontuação ao final de três dias de competição.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Atrelagem
Veículo movido por tração animal, as carroagens, são as antecessoras do automóvel moderno e meio de transporte por excelência até início do século XX. As competições de Atrelagem animal surgiram há cerca de 4 mil anos a.C. nas arenas do Império Romano. As bigas ou quádrigas, carroagens puxadas por 2 ou 4 cavalos respectivamente, eram a atração que precedia a entrada dos Gladiadores nas arenas. Atualmente transformada em esporte eqüestre, a Atrelagem passou a ser cultiva por quem preserva a elegância e o charme de um tempo que não volta mais.
Em concursos de Atrelagem são realizadas provas diferenciadas, entre elas o Concurso Completo de Atrelagem, oficializada em 1970 pela Federação Equestre Internacional, composta de três etapas: Adestramento, Maratona e Maneabilidade, além de provas de Condução e Elegância e Precisão.
Na apresentação de Adestramento são avaliadas não apenas a capacidade do animal em controlar o veículo, seu passo e trote, como também a qualidade da carruagem e das roupas vestidas pelo condutor e seus passageiros. A beleza e a similaridade entre os cavalos estão entre os outros critérios de julgamento.
A segunda e mais importante atividade é a maratona. Cavalo e condutor testam suas habilidades em um percurso de 10 a 27 quilômetros através de terrenos difíceis. Esta etapa é composta por inúmeros desvios abruptos e passagens estreitas, como pontes, sempre sob a contagem de um cronômetro. Na prova de maratona, o condutor leva um auxiliar que funciona como contra peso nas curvas mais fortes.
Por fim, há o teste de maneabilidade, que equivale a uma competição de salto para a carruagem. No lugar de obstáculos, são utilizados cones. Sobre cada cone é colocada uma esfera que, caso o animal ou a carruagem esbarrem, cairá, descontando pontos do competidor.
Na prova de “Condução e Elegância” os juízes observam a apresentação geral do competidor, condutor, passageiro, parada e o recuo. Já a prova de “Precisão”, realizada num percurso com obstáculos, são observados tempo e penalizações.
Entre as raças que praticam a modalidade no Brasil estão o Cavalo Lusitano, Bretão, o Percheron e o Clydesdale.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Volteio
Volteio é definido como ginástica sobre o cavalo em movimento. Inicialmente desenvolvido e praticado como parte do treinamento de soldados para batalhas uma vez que proporcionava grande e equilíbrio para o praticante e confiança no cavalo, sendo que o cavaleiro não tem as rédeas para o controle do animal em mãos. O esporte consiste no volteador fazer acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope em círculos por uma terceira pessoa.
O objetivo do Volteio é o aprimoramento da harmonia, do sincronismo e da ressonância com o cavalo em movimento. Proporciona ao volteador uma oportunidade de maior conhecimento das qualidades deste animal; qualidades estas que beneficiam o desenvolvimento do ser humano no que diz respeito à integração entre cavalo e volteador, solidariedade e altruísmo, estabelecendo um laço de confiança entre o atleta e o animal. Volteio desenvolve também o equilíbrio, a força muscular e o reflexo do atleta, e o domínio do corpo sobre o cavalo é uma arte ao alcance de crianças e adultos.
O volteio se tornou uma modalidade equestre independente em 1984, quando se juntou às outras modalidades olímpicas. Este pode ser praticado em apresentações individuais, duplas ou em equipe, e é acompanhada de um ritmo musical, em que os volteadores executam diferentes figuras, enquanto o “longeur” – geralmente o treinador – conduz o animal na guia. O “longeur” permanece no centro da pista, enquanto conduz o animal em círculos de 15 metros de diâmetro.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Enduro Equestre
O Enduro é uma competição de percursos de longa duração que tomam lugar em trilhas naturais (bosques, estradas de terra e demais cenários do meio rural) que exige alta resistência física do conjunto. Os percursos são realizados em trilha pré-determinadas pela organização da prova e tem extensão que varia de 20 a 160 quilômetros.
O objetivo que predomina nesta modalidade é o condicionamento físico dos atletas, cavalo e cavaleiro. A diferença de topografia faz com que o cavaleiro e cavalo busquem equilibrar a velocidade para minimizar cansaços e lesões.
Devido à grande exigência e resistência física em todas as categorias da prova o animal só é liberado ao final de cada etapa após a avaliação rigorosa dos parâmetros fisiológicos por uma equipe de médicos veterinários da competição (Vet-Checks). O médico veterinário mede a freqüência cardíaca do cavalo, hidratação, movimentação intestinal, dores musculares e por fim observa se sua movimentação não apresenta nenhuma claudicação.
As competições de Enduro se dividem em duas modalidades: Velocidade Limitada e Velocidade Livre. A primeira categoria é onde se começa a prática do esporte, os percursos para iniciantes vão de 20 a 60 km e a velocidade é determinada pelos organizadores da prova, até percursos avançados que chegam até 160 km. As etapas dessa prova são de 15 km a 40 km. O objetivo é o conjunto percorrer a distância chegando o mais próximo do tempo pré-estabelecido sem prévia eliminação no Vet-Check.
Na modalidade Velocidade Livre, a disputa é contra o relógio e as distâncias variam de 40 a 160 km. As etapas são de 10 a 40 km e o animal só é liberado no Vet-Check se sua frequência cardíaca atingir a frequência estipulados para cada categoria. O conjunto que terminar no melhor tempo e sem prévia eliminação no Vet Checks é o vencedor.
Entre as raças que participam desta modalidade estão o Puro Sangue Árabe, o Ânglo-Árabe, os cavalos de cruza Árabe e o Cavalo Crioulo.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI – Site Oficial da Federação Equestre Internacional.
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Rédeas
A modalidade foi instituída para mostrar as habilidades do cavalo de lida sendo que esta modalidade nasceu de forma empírica nos ranchos norte-americanos, onde o trabalho desses animais era necessário. No processo de aperfeiçoamento se transformou em um conjunto de 8 manobras que hoje definem a modalidade: entrada a passo, círculos, Spins de 360°, trocas de mão, Esbarro, Rollback, Rundowns e hesitate.
O objetivo da prova de Rédeas é o conjunto cumprir um dos percursos pré-estabelecidos previamente memorizados, sendo que o cavalo deve ser voluntariamente guiado com pouca ou nenhuma resistência. Os jurados observam em seus movimentos, cumprimento do percurso e atitude. A nota vai de 0 a 100, iniciando seu percurso em 70 pontos.
A modalidade exige do conjunto muita habilidade e concentração, para executar de maneira harmoniosa as manobras mantendo sempre o animal relaxado, porém equilibrado com as rédeas soltas, característica típica desta modalidade. São avaliadas características nos animais como suavidade, firmeza, atitude, rapidez e autoridade na execução de cada manobra realizada.
Com o objetivo de fomentar Rédeas, criadores e adeptos do esporte instituíram em 1966, nos Estados Unidos, a National Reinning Horse Association (NRHA). Hoje, a modalidade Rédeas é praticada oficialmente em 11 países sendo mais recentemente reconhecida como modalidade olímpica.
Atualmente, a modalidade conta com centenas de adeptos no Quarto de Milha, Appaloosa, Paint Horse e Crioulo.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo/ FEI –Site Oficial da Federação Equestre Internacional/ Site Oficial da Associação Criadores do Cavalo Crioulo/ Site oficial Fonte: Site oficial da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Quarto de Milha.
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Horseball
Horseball é um esporte equestre que pode ser associado ao HandBall, com a diferença de ser jogado à cavalo. Os competidores montados trocam passes de bola até alcançar o objetivo final, o gol. O esporte nasceu e se desenvolveu na França durante a década de 70, e em 1990 o esporte chegou a outros países europeus. Atualmente, participam ativamente no desenvolvimento do esporte segundo a Federação Internacional de Horse-Ball a Argentina, Áustria, Austrália, Alemanha, China, Brasil, Bélgica, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Israel, Inglaterra, Itália, México, Portugal & USA.
O horseball é uma modalidade mista onde jogam homens e mulhers, sendo duas equipes de quatro jogadores cada. Estes atletas precisam pegar a bola no chão sem desmontar do cavalo. A bola tem 8 alças para ajudar e fazer com que esse movimentos possam ter muita agilidade e destreza. Os cavaleiros contam com um instrumento, cilha de estribo, que apresenta uma regulagem que permite que esses atletas praticamente saiam do cavalo, porém não desmontem do animal, o que permite manobras que entusiasmam os espectadores.
O objetivo do jogo é marcar golos, numa baliza a 3.5 metros do chão medidos pela parte do aro mais perto do chão em um campo com dimensão de 65 x 25 metros. Tendo a posse de bola, a equipe precisa de efetuar três passes, entre três jogadores diferentes, antes de poder finalizar e marcar gol.
As raças atualmente que praticam esse esporte são principalmente cavalos Puro Sangue Inglês, Quarto de Milha, entretanto qualquer raça treinada que seja veloz e de boa índole pode participar desse esporte.
Fonte: Site da Federação Equestre Portuguesa; Site da Federação Internacional Horseball e Site da Associação Brasileira dos Clubes de HorseBall
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Polo
Modalidade regida internacionalmente pela Federação Internacional de Polo, e representada no Brasil pela Confederação Brasileira de Polo, é denominada como um esporte jogado montado a cavalos e a galope, por duas equipes com quatro jogadores cada (2 atacantes, 1 meio de campo e 1 defensor) que procuram golpear uma bola com um taco para marcar o máximo de gols possíveis no arco da equipe rival. Os jogos são disputados em quatro ou seis tempos de sete minutos e meio, denominados chukkas durando menos que uma hora ao todo.
O principal objetivo do polo é conseguir marcar o maior número de gols em comparação ao seu adversário, acertando uma bola de 8 centímetros de diâmetro com um taco de 3 metros de comprimento, e fazendo-a entrar numa baliza com 7,3 metros de largura, sendo que o as medidas de um campo de polo são de 275x180m. A cada gol marcado as equipe trocam de campo para nenhuma se beneficiar do estado do campo ou condição climática. Os jogos são controlados por dois juízes montados a cavalo e um árbitro que permanece fora do campo, que é consultado pelos anteriores em caso de dúvida.
Devido a grande exigência física dos animais, estes devem ser trocados a cada chukka e só podem ser utilizados 2 vezes no mesmo jogo, podendo ser eliminados durante a partida se a sua condição física for julgada insatisfatória num dos controles veterinários que ocorrem durante a prova.
Os jogadores são avaliados e classificados por handicaps numa escala de -2 a 10, sendo -2 um iniciante e 10 um jogador perfeito. Jogadores com handicap igual ou superior a 2 são considerados profissionais. Esta avaliação não é atribuída de jogo para jogo, mas sim no final de cada época.
A raça de animais que participam principalmente desta modalidade são os cavalos Puro Sangue Inglês.
Fonte: CBH - Site Oficial da Confederação Brasileira de Hipismo e Site oficial da Federação Internacional de Polo
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Hipismo Rural
O Hipismo Rural é uma modalidade completa do hipismo. Esta nasceu em 1982 junto com a Associação dos Cavaleiros do Hipismo Rural e se tornou fundamental para a formação de competidores internacionais no Concurso Completo de Equitação. O Hipismo Rural, que nasceu e é praticada hoje exclusivamente no Brasil, é considerado um esporte hípico muito versátil.
Juntos, cavalo e cavaleiro precisam vencer obstáculos naturais no Cross-country em um primeiro momento da competição sendo que esse percurso precisa ser cumprido dentro de uma faixa de tempo pré-estabelecida pelos organizadores da prova. Após o término dessa etapa todos os competidores realizam a segunda parte da prova que é realizada em uma pista de areia onde é montado um percurso de obstáculos de saltos do Hipismo Clássico e figuras montadas com tambores e balizas. Os competidores nesta fase precisam cumprir o percurso no menor tempo. Ganha o conjunto que finalizar as duas etapas com o melhor tempo e o menor número de penalidades.
O Hipismo Rural exige de um mesmo cavalo e cavaleiro, habilidades de pelo menos 4 diferentes modalidades equestres: o CCE, o Salto, 6 Balizas e prova de Tambores. As figuras montadas com balizas são o recuo, o spiner e as 6 balizas. Com os tambores a variedade de figuras é maior podendo ter nas prova as figuras de um coração, trevo, margarida, orelha de burro, borboleta, oito a 4 e oito, montadas respectivamente com 5, 3, 4, 5, 6, 4 e 2 tambores.
Os percursos são montados com 4 – 5 obstáculos de salto e 4 - 5 figuras, sendo que a altura dos obstáculos e as figura escolhidas para atribuem o grau de dificuldade para cada categoria. Atualmente, os competidores de Hipismo Rural estão divididos nas categorias, Mini Mirim, Iniciante, Estreante, Nível I, Intermediária, Performance e Força Livre.
Hoje em dia, a maioria dos animais que participam das competições de Hipismo Rural tem sangue Árabe, mas qualquer raça pode entrar na disputa desde que receba o treinamento adequado.
Fonte: ABHIR- Site Oficial da Associação Brasileira do Hipismo Rural
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Equoterapia
A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento de pessoas portadoras de deficiência e ou necessidades especiais. A Equipe de equoterapia é composta por profissionais das áreas fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia alem de contar com um equitador e um médico veterinário responsável pelos cavalos.
A prática da Equoterapia trás benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais para pessoas portadoras de deficiências físicas ou mentais e necessidades especiais e para suas famílias. Para seus pacientes, a Equoterapia proporciona maior equilíbrio, agilidade e maleabilidade, fazendo com que ele realize suas tarefas diárias com maior segurança e desenvoltura. O praticante de Equoterapia desenvolve a auto-estima e alegria de viver, além de maior socialização.
Imagine um paciente preso a uma cadeira de rodas, um paciente autista com todas as suas particularidades e limitações, um deficiente visual ou uma criança com déficit de atenção e hiperatividade. O que o cavalo proporciona para eles é uma nova visão da vida, mobilidade e controle através da abertura de uma porta que permite o trabalho de todos os profissionais envolvidos nessa terapia multidisciplinar. Sem o cavalo, o caminho da recuperação através de métodos convencionais em clínicas e hospitais seria mais longo e mais cansativo. Hoje, o cavalo além da equitação clássica, corridas, trabalho de tração, entre outras atividades, tem grande destaque como agente de reabilitação e educação na equoterapia.
Em 1917, o Hospital Universitário de Oxford fundou o primeiro grupo de Equoterapia para atender o grande número de feridos da 1ª Guerra Mundial, também com a idéia fundamental de lazer e quebra de monotonia no tratamento. Já no Brasil, a Equoterapia surgiu com a ANDE – BRASIL (Associação Brasileira de Equoterapia) em 1989, em Brasília.
E, por que o cavalo?
O cavalo é animal dócil, de porte e força, que se deixa montar e manusear transformando-se em um amigo. O praticante de Equoterapia cria com ele um relacionamento afetivo importante. O cavalo de Equoterapia não requer uma raça específica, é preciso apenas levar-se em conta algumas características. Entre estas se procuram utilizar animais que não tenham medo ou ansiedade com movimentos periféricos, animais curiosos e interessados, sem vícios (morder ou coicear), tolerantes à mudança de sons, direção e cenários. O ideal seriam animais de médio porte com altura entre 1,40 m a 1,50 m e mais de 5 anos de idade, andadura de maior angulação que proporciona maior maciez e preferencialmente machos castrados.
O que primeiro se manifesta quando um ser humano está sobre o cavalo é o ajuste tônico. Na verdade, o cavalo nunca está totalmente parado. A troca de apoio das patas, o deslocamento da cabeça ao olhar para os lados, as flexões da coluna, a abaixar e alongar do pescoço, etc., impõe ao cavaleiro um ajuste de seu comportamento muscular, a fim de responder aos desequilíbrios provocados pelos movimentos do cavalo.
O ajuste tônico, que é um movimento automático de adaptação, torna-se rítmico com o deslocamento do cavalo ao passo. Essa adaptação ao ritmo é uma das peças mestras da Equoterapia. Ela exige do cavaleiro contração e descontração simultâneas dos músculos associados ao deslocamento da cintura pélvica que produz vibrações, que são transmitidas ao cérebro, via medula, que reconhece os movimentos como legítimos. Isso porque cada passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes ao do caminhar humano.
Portanto, a característica mais importante da Equoterapia é o que o passo produz no cavalo e transmite ao cavaleiro: uma série de movimentos seqüenciados e simultâneos que têm como resultante um movimento tridimensional que se traduz, no plano vertical, em um movimento para cima e para baixo; no plano horizontal, em um movimento para a direita e para a esquerda, segundo o eixo transversal do cavalo; e um movimento para frente e para trás, segundo seu eixo longitudinal. O efeito do movimento tridimensional do dorso do cavalo, somado aos multidirecionais, determina uma ação produzida pelo movimento do cavalo e o ritmo de seu passo o que torna o cavalo um instrumento cinesioterapêutico.
Deve-se ter sempre em mente que é fundamental que o terapeuta, seja psicólogo, fonoaudiólogo ou fisioterapeuta, conheça a patologia em causa, conheça o cavalo, as técnicas específicas a serem empregadas nas áreas de saúde, educação e equitação, e entenda primordialmente as necessidades do praticante tanto em seu sofrimento como em seu prazer.
Dentre todos os benefícios físicos e psicossociais a maior transformação acontece quando se devolve a uma pessoa não só sua autonomia física, mas sua independência, auto-estima e autoconfiança, a vontade de dar o melhor de si, conferindo a ela o respeito, a dignidade e o amor que todo o ser humano merece.
Rosana Zeppelini Nascimento Cientista Social e Equoterapeuta
Fonte: Documento ANDE-Brasil - 2002
Modalidades Equestres
Introdução
O cavalo teve, durante muito tempo, um papel importante no transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma carroça, uma diligência, um bonde; também nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, assim como sua carne para alimentação. Até meados do século XX, exércitos usavam cavalos de forma intensa em guerras, sendo que mesmo hoje os cavalos terem sido substituidos por máquinas, ainda chamam esse grupo de batalha de "unidades de cavalaria".
Até hoje os equinos assumem esses papéis na sociedade moderna com maior ou menor intensidade que assumiam anteriormente. Esse animal, pela sua enorme versatilidade e docilidade, hoje participa de inúmeras modalidades seja como hobby, laser ou esporte, assumindo um papel importante na vida do ser humano. O equino hoje ocupa uma posição na sociedade de status e glamur, seja nos páreos dos jockeys, nas hípicas, nos campos de polo, nas exposições e até mesmo na vida western. O cavalo tem auxiliado de forma intensa e relevante no tratamento de crianças e adultos na Equoterapia, sendo que alguns praticantes atingem tal nível de equitação permitindo que estes pratiquem esportes paraolímpicos.
O equino adotou um papel importantíssimo no esporte mundial, sendo que hoje movimenta atletas do mundo todo, homens e mulheres que competem em nível de igualdade em 3 modalidades Olímpicas desde 1912 (Salto Clássico, Adestramento e Concurso Completo de Equitação). Hoje também compõem as modalidades olímpicas equestres o Volteio, o enduro, atrelagem, adestramento e atrelagem paraolímpicos e, mais recentemente, a rédeas.
Entre as principais raças de equideos presentes no cenário equestre Brasileiro estão: American Trotter, Andaluz, Apaloosa, Bretão, Brasileiro de Hipismo, Campolina, Crioulo, Mangalarga Marchador, Mangalarga Paulista, Paint Horse, Pantaneiro, Puro Sangue Árabe, Puro Sangue Ânglo-Árabe, Puro Sangue Inglês, Puro Sangue Lusitano, Quarto de Milha Muares e Jumentos.
