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Suínos

Segunda-feira, 04 de Outubro de 2010

Com a crescente intensificação e tecnificação na produção de suínos nos últimos anos, surgiram certas doenças que hoje demandam especial atenção e cuidados, gerando significantes prejuízos à produção suinícola. Um exemplo é a Coccidiose ou Isosporose suína, doença causada pela ação do protozoário Isospora suis e caracterizada pela invasão da parede intestinal pelo parasita onde ocorrem lesões nos tecidos da mucosa e submucosa principalmente no ápice das vilosidades, causando diarreia em torno de cinco dias após a ingestão dos oocistos. A coccidiose afeta principalmente leitões entre a 1ª e 3ª semana de vida e ocorre com maior incidência nas épocas de calor e umidade mais intensos. Os principais sinais clínicos da doença são a diarreia amarela acinzentada com consistência pastosa que tende a se tornar líquida (Figura 1) e que apresenta odor rançoso característico. Além desses sintomas também se observa a desidratação, pelagem “arrepiada” e refugo; normalmente não há presença de sangue visível e esta diarreia pode durar de 5 a 10 dias, sendo que os sintomas desaparecem espontaneamente. Em animais adultos, o protozoário não causa sinais clínicos. Devido às lesões no intestino, a doença prejudica a absorção dos nutrientes da dieta, levando a diminuição dos índices de produção e gerando sérios prejuízos econômicos nas granjas. Em busca de minimizar essas perdas, torna-se necessário prevenir a coccidiose, sendo o Isocox Pig Doser® a mais eficiente opção de anticoccidiano à base de Toltrazuril. Sua utilização deve ser feita através da aplicação via oral, em dose única de 1 ml por leitão a partir do 3º dia de vida; cabe ressaltar que estudos realizados com Toltrazuril (Isocox Pig Doser®) em dose oral de 20 mg/kg de peso vivo (1 ml/2,5 kg/PV) evidenciaram o desaparecimento dos sintomas clínicos e a interrupção do ciclo de vida do Isospora suis. A principal fonte de infecção dessa doença é a presença dos oocistos nas instalações, estes remanescentes da leitegada anterior onde geralmente houve falhas no programa de limpeza e desinfecção (PLD), permitindo a viabilidade e permanência dos mesmos até o próximo lote. A associação do Isocox Pig Doser® com um adequado PLD, onde uma limpeza mecânica e uma lavagem bem executadas somadas ao uso de desinfetantes (CB 30 TA® ou Glutaquat®) de qualidade e eficiência comprovadas e ao uso de calor (lança chamas, água quente ou vapor de água) ajudam na preparação das instalações de forma adequada para o próximo lote, sem o risco de contaminações, prevenindo problemas futuros não só relacionados ao Isospora suis, consequentemente refletindo em menores gastos e maiores lucros. [caption id="attachment_121" align="aligncenter" width="300" caption="Figura 1 - Leitão com diarreia (esq.), presença de diarreia amarelo-acinzentada nas instalações (dir.). Fonte: José Cristani CAV-UDESC. "][/caption] Por Maycon Cunha, Técnico de Aves e Suínos da Ourofino Agronegócio.

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    Comentários

    andre luis ribeiro da silva

    Sexta-feira, 09 de Maio de 2014

    boa noite senhor maycom gostaria de saber se o isocox tambem pode ser usado em aves como pode se usado o baycox por favor mandeme email ou por favorme entre em contato tenho um criatorio de aves silvestre e tive poblemas no ano passado com eimeria e usei o baicox depois de ter feito exame de fezes mas alem de ser muito caro preciso comprar um litro que fica velho ou comprar frcionado em aviculas nao sei se posso confiar e o isocox possui embalagem menor e mais barato por isso posso usalo sempre produto novo mas gostaria de saber se posso usalo em aves por favor me mande um email ou meu fone= 18-9717-20-70

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